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terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Mais feminina


Tenho visto mais delicadeza em mim do que gostaria
A fera que eu conhecia em mim certamente detestaria
Choro sem motivo, de tristeza ou de alegria
Até as música que ouço são mais melosas do que eu diria

Parece que esqueci-me como é ser forte como um homem
Quando atacam-me as paredes, o chão, o céu somem
E ao vez de revidar com um soco peço colo, abraço...
Minha alma feminina tomou conta de todo meu espaço.

O pior é não achar nada disso ruim em parte alguma
Nem desejar que em parte, ao menos, isso suma
Amo a raiz desse bem que não me deixa esmorecer
Baixei as armas instintivamente por causa de você

sábado, 31 de julho de 2010

Intenção


Eu queria escrever uma canção pra nós,
Porém o tempo não nos deixou a sós.
Pra que o papel não fique em branco eu invento
As coisas que nesse entremeio vieram a ser meu tormento.

Algumas delas eu sonhei,
Outras acordada imaginei,
Tornei real várias das que planejamos.
Compus o ideal tão desejado que não realizamos.

Em algum lugar esse amor existiu
Houve o ponto em que ele nos traiu:
"A melodia seria mais bonita com separação".
Mas as palavras ficaram pesadas demais pra canção.

Mudei de roupa e de ritmo,
A nota ainda tem um tom cínico
Nessa busca peregrina por felicidade,
Embora verdadeira sabe que falta uma metade.

A angústia que sinto não é passível de me derrubar
Tem algo grande dentro de mim que insiste em lutar.
Apenas pela vida,
É o que estanca essa minha sangria.

Por essa canção peço que meu amor se afaste.
Parece pouco que isso baste,
Enquanto acredito estar vencendo
Dia a dia diminui meu lamento.

Componho outras coisas e, claro, sempre lembro
Às vezes dou vazão noutras ignoro o que não tenho.
Não digo que assim dê pra ser feliz
mas fico bem perto, por um triz.

sábado, 24 de julho de 2010

De rabo àcabo, a dor


É chegada a hora de mudar de tema
Que seja esperança e luta meu dilema.
Vou cair no meio do caminho e quase desistir.
Quando tudo estiver difícil tornarei a insistir.

Costumo dizer que desistir eu não sei
Entendo que ao me reter me calei
Mas a vida ainda é minha e ninguém me tira
Nem mesmo eu, nem minha insistente mentira.

Ninguém morre de simples amor
Invocar a morte tem um distinto sabor
A dor é uma hipérbole por isso não vinga
Em todo caso é pra ser sentida até a restinga.

Não irei embora sem ter o que é meu
O destino a mim pertence, não quero o seu.
Como um ateu posso encarar a dor
Mas se ainda vivo é por meu próprio amor.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Recondicionando a visão


Meus olhos não vou mais fechar
Da última vez levou 2 anos um piscar
Chega de me surpreender com o tempo que passou
Hoje é o novo dia, de mudar o que eu sou.

Naquilo que fui passiva
Cuidado, pois serei agressiva!
E vice-versa
Corro, mas sem pressa.

De agora em diante olhos abertos
Assim talvez meus passos saiam certos.
Quem sabe eu possa novas catástrofes prever
Antecipando a defesa pro que venha acontecer

Evitando desgraças como as que herdei,
Ignorando as fantasias que já desejei.
Não gasto minha beleza com horrores da vida,
Preparo a dor pra estar sempre de partida.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Um giro de 360º


Régua, transferidor e compasso
360º para chegar no mesmo lugar?
Rota, trilha e o que faço
Apenas isto é possível mudar?

Nada diferente do que era ontem
Mesmo tudo sendo novidade, até agora!
O resultado é pré-determinado?
Amanhã neste momento será a mesma hora.

Os dias acabam sempre
Mas deixam sua luz refletir através da lua.
O que sentimos é eterno
e muitas vezes se age como se a vida não fosse sua.

Estou no mesmo lugar.
Não sei saí e retornei
Ou se fiquei aqui
Esperando algo voltar.

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