
Leram-me e julgaram-me por demais infeliz,
Mas meus versos compõe o que está por um triz.
Parecem até a única essência que emano,
Porém é o ínfimo de mim se transformando
Em algo tão grande de tão pequeno
Trazendo ao meu rosto um tom mais sereno.
A natureza destrói o desnecessário brotando.
Eu acalmo meu coração em preces versando.
Assim o feio se torna bonito e o velho fica novo
Admiro a estética da tristeza escrevendo um pouco
Da suas razões distorcidas, do seu louco desespero
Por fim da esperança e da distinção do medo.
Talvez tais palavras não justifiquem o que vanglorio
Externo o agora seja qual for meu senhorio
Cinco, quinze minutos de sentimentos intensos
Que me domam ao ponto que te convenço
Expondo com virtude em resoluções exageradas
O que morre em mim sem que eu esteja preparada.
*À Silvana Marmo e à quem tenha se preocupado.