
Deitada no seus braços, dormindo e sonhando
O colo que me aninhava se materializando.
Lembrou-me os dias em que eu não dormia.
E aí, então, fechava os olhos e ia pro colo de Maria.
Aos poucos o exalar das flores deixou de me visitar
Foram várias as noites solitárias sem sonhar
Aprendi a dormir sem colo, sem lugar
Usei de artifícios pra esta falta camuflar
Me cerquei de almofadas e cobertas
E por muito tempo me julguei muito esperta
Mas quando me vi nos seus braços acordar
Sinti a divindidade no seu ato de me confortar.
E à noite quando sozinha me deitei
Permanecia a força do abraço onde repousei
Sem despertar nenhuma vez, no mesmo sono, contigo sonhei
Coisas muito próximas, reais porque para vivê-las acordei.