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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Testemunha



Estou tentando não deixar
Isso por completo dominar
Ainda que deva me preparar
Há outros modos pra se estar.

Não esqueço, mas prossigo
Levanto a cabeça e sigo
Seguir me antepõe ao inimigo
A espera fortalece e é castigo.

Há quem julgue pessimista
E declama um discurso alienista
Mais pra si do que a mim, egoísta,
Convença-nos de tal ideia utopista

Tenho medo assim como você
Não fantasio sobre o que pode acontecer
Prepara-me, Deus, pro que tiver que ser
Vida ou morte que ele possa, ao fim, Te ver!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Combalido


A ficha não caiu ainda pra nenhum de nós
Pronunciar o fim faz falhar a voz
A mente não aceita
Mas o corpo não rejeita
Definha, enfraquece, espera...
...Não vinga, nem ao menos se desespera!
Não há quem não diga ser absurdo
Ver-te gélido desistir de tudo
Não encontro, porém, quem se espante
Nunca foi feitio seu ousar ser grande
Queríamos que fosse tudo diferente
Que isso ao menos pudesse unir mais a gente
Fazer floresceu o que nunca existiu
Dar nova forma ao que há muito se partiu
Talvez ainda haja tempo
A oportunidade está a qualquer momento
Pra qualquer um de nós que se abrir
Mesmo na morte a vida há de sorrir.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A loucura


Loucura, gosto do som que esta palavra tem,
Da amplitude que alcança quando vai e quando vem.
Seu lado doença arrasa, desnorteia o já sabido.
Lado cura renova, dá liberdade aos sentidos.

Admiro a cara que a loucura toma para si
Estampa todo mundo, há traços e respingos em mim!
Loucura é fugir da regra, hábito, senso comum
Prendem-se loucos todos os dias mesmo sendo um.

Por isso é fácil passar a linha tênue sanidade versus loucura
Médicos loucos diagnosticando as próprias usuras,
Reprovando os próprios desejos não revelados...
Tolice com peso de idéia quase sempre ignorado.

As vezes fico tentando me indentificar
Dentro dessa loucura que quero tanto zelar.
E passo mais tempo admirando o mistério
Do que levando essa busca a sério.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

A natureza do amor


Não estou acostumada a amar assim
Desse jeito simples, sem ser doentil.
Boto a mão no peito, está batendo em mim!
Eu não procurei, apenas surgiu.

Decifrei a natureza do amor
Nunca está fundamentada na dor
Jogue fora a idéia de que algo te faz sofrer
Porque o amor só pode emanar de você

Quem ama a si, sabe ser digno com o outro
Na medida certa, nem muito, nem pouco.
Satisfazer pedidos não se trata de favores
Sacrificar-se não é desfazer de seus valores.

Abandonei as premeditações
O amor só lida com sensações
Inteiramente naturais em sua ideologia
Que prioriza a alma aliada à biologia.

Sem medir forças com o tempo
Tudo vive seu próprio momento
E eu não faço questão da pressa
No amor não se planeja, começa.

Logo me acostumo aos dias sãos
Meu remédio é seu abraço, real
Entende o que preciso sem sins ou nãos
Abstrato, porém sério e racional.

E a razão não está na mente
Mas na plenitude do amor consciente
Que por quem ama não se faz demente
Faz das tripas coração pra ser no mínimo decente.

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